DOCUMENTAÇÃO ENVIADA AO UNICEF
ÁLBUM CULTURA E IDENTIDADE
EXPRESSÃO CULTURAL ESCOLHIDA:
DANÇA DE RODA
Essa Expressão Cultural é do tipo Evento por constituir-se numa apresentação de dança.
Começou na zona rural, onde se pode perceber uma forte influencia negra. Nos últimos anos ela ficou restrita a pequenos grupos resistentes. As mudanças que pudemos perceber são relativas aos instrumentos utilizados, que antes eram confeccionados nas residências, pelos próprios dançarinos, a partir do uso de caixotes( caixa de madeira arredondada que servia de embalagem para sabão em barra) e hoje usam instrumentos de percussão, encontrados no mercado.
A dança sempre foi objeto de paixão da comunidade, mas por falta de divulgação e incentivo do poder público ficou restrita às pequenas comunidades e aos ambientes escolares.
Atualmente, a dança de roda é praticada intensamente na comunidade do Alto Caraíbas e em algumas escolas, por conta das festas juninas, que além da quadrilha e do forró, requisitam muito os grupos de dança de roda por sua coreografia e música.
A continuação dessa tradição possibilitou a formação de um grupo profissional na comunidade Triunfo, denominado “Samba de Coco da Ferinha”, o qual mistura os cantos e os passos da dança de roda com o sapateado e a umbigada do samba do coco. O grupo gravou um CD, o qual está em divulgação.
EXPRESSÃO CULTURAL ESCOLHIDA:
DANÇA DE RODA
Essa Expressão Cultural é do tipo Evento por constituir-se numa apresentação de dança.
Começou na zona rural, onde se pode perceber uma forte influencia negra. Nos últimos anos ela ficou restrita a pequenos grupos resistentes. As mudanças que pudemos perceber são relativas aos instrumentos utilizados, que antes eram confeccionados nas residências, pelos próprios dançarinos, a partir do uso de caixotes( caixa de madeira arredondada que servia de embalagem para sabão em barra) e hoje usam instrumentos de percussão, encontrados no mercado.
A dança sempre foi objeto de paixão da comunidade, mas por falta de divulgação e incentivo do poder público ficou restrita às pequenas comunidades e aos ambientes escolares.
Atualmente, a dança de roda é praticada intensamente na comunidade do Alto Caraíbas e em algumas escolas, por conta das festas juninas, que além da quadrilha e do forró, requisitam muito os grupos de dança de roda por sua coreografia e música.
A continuação dessa tradição possibilitou a formação de um grupo profissional na comunidade Triunfo, denominado “Samba de Coco da Ferinha”, o qual mistura os cantos e os passos da dança de roda com o sapateado e a umbigada do samba do coco. O grupo gravou um CD, o qual está em divulgação.
Podemos observar que grande parte dos adolescentes que estudam em nossas escolas e participam dos grupos existentes o fazem com bastante empolgação.
Os grupos são formados em média por cerca de 15 componentes. Apresentam uma fusão rítmica de expressões de origem africana adequando-as aos nossos próprios valores culturais; dando origem a uma cadência própria, com sons de percussão devido aos instrumentos utilizados que são: cuícas pandeiros, ganzás e bumbo.
As roupas usadas são de tecido de algodão (chita) em cores vibrantes de saias rodadas, e compondo o figurino, usam chapéu de palha.
Fazem o canto livre coletivo na sua forma de cantar e dançar; acompanham a batida da percussão e encenam de acordo com a reprodução das letras das músicas e quando dançam sem o acompanhamento dos instrumentos fazem os sons e o ritmo com os pés e as palmas.
Percebe-se nesta dança sua vinculação com a cultura negra através da utilização dos instrumentos, da forma de cantar, do gingado e pelo fato dos componentes serem, em sua maioria, negro(a)s.
Essa expressão valoriza as contribuições civilizatórias de afro-brasileiros com a preservação do ritmo que acompanhava antigas gerações no trabalho. E através das letras de suas músicas, que retratam a luta de seu povo pela liberdade e valores sócio-culturais, os quais nos levam a fazer uma retrospectiva da forma de vida e da labuta desse povo.
Os valores expressos por estas manifestações culturais preservam a memória e a história dos afro-brasileiros contribuindo para a construção da pluralidade de formas de vida baseada no respeito pela diversidade e no pleno exercício da cidadania. No momento em que se reúnem para dançar, valores como união, força e cooperação são enfocados.
O público que participa e assiste a essa manifestação cultural é, na sua maioria, formado por adolescentes e adultos da própria comunidade. Quando a apresentação é feita na zona urbana para um público maior, ela é mais abrangente e a faixa de idade dos que a assistem é mais diversificada. No entanto, o público jovem se faz mais presente. Contudo, quando as apresentações são realizadas nos estabelecimentos de ensino a participação predominante é de crianças.
Em suma, a dança de Roda é uma expressão cultural muito importante para o nosso município, por que resgata a memória histórica e cultural, preservando os valores inerentes à comunidade valorizando sua cultura e diversidade.
Os grupos são formados em média por cerca de 15 componentes. Apresentam uma fusão rítmica de expressões de origem africana adequando-as aos nossos próprios valores culturais; dando origem a uma cadência própria, com sons de percussão devido aos instrumentos utilizados que são: cuícas pandeiros, ganzás e bumbo.
As roupas usadas são de tecido de algodão (chita) em cores vibrantes de saias rodadas, e compondo o figurino, usam chapéu de palha.
Fazem o canto livre coletivo na sua forma de cantar e dançar; acompanham a batida da percussão e encenam de acordo com a reprodução das letras das músicas e quando dançam sem o acompanhamento dos instrumentos fazem os sons e o ritmo com os pés e as palmas.
Percebe-se nesta dança sua vinculação com a cultura negra através da utilização dos instrumentos, da forma de cantar, do gingado e pelo fato dos componentes serem, em sua maioria, negro(a)s.
Essa expressão valoriza as contribuições civilizatórias de afro-brasileiros com a preservação do ritmo que acompanhava antigas gerações no trabalho. E através das letras de suas músicas, que retratam a luta de seu povo pela liberdade e valores sócio-culturais, os quais nos levam a fazer uma retrospectiva da forma de vida e da labuta desse povo.
Os valores expressos por estas manifestações culturais preservam a memória e a história dos afro-brasileiros contribuindo para a construção da pluralidade de formas de vida baseada no respeito pela diversidade e no pleno exercício da cidadania. No momento em que se reúnem para dançar, valores como união, força e cooperação são enfocados.
O público que participa e assiste a essa manifestação cultural é, na sua maioria, formado por adolescentes e adultos da própria comunidade. Quando a apresentação é feita na zona urbana para um público maior, ela é mais abrangente e a faixa de idade dos que a assistem é mais diversificada. No entanto, o público jovem se faz mais presente. Contudo, quando as apresentações são realizadas nos estabelecimentos de ensino a participação predominante é de crianças.
Em suma, a dança de Roda é uma expressão cultural muito importante para o nosso município, por que resgata a memória histórica e cultural, preservando os valores inerentes à comunidade valorizando sua cultura e diversidade.
SELO UNICEF MUNICÍPIO APROVADO
CULTURA E IDENTIDADE AFRO-BRASILEIRA
PROPOSTA DE POLÍTICA PÚBLICA
Esta política será desenvolvida nas escolas de Ensino Fundamental do Município. Inicialmente, a Secretaria Municipal de Educação promoverá palestras nas escolas com o tema: Cultura e educação das relações étnico raciais; e levará apresentações de dança de roda relatando a história e ações dos grupos de dança de roda no município.
Será feita a introdução no currículo do Ensino Infantil e Fundamental a Cultura Afro-Brasileira e com oficinas de: dança, confecção dos instrumentos, música e letra.
Incentivará a formação de novos grupos, promovendo uma maior valorização da dança e levando grupos a se apresentarem nos eventos promovidos pela Secretaria de Educação com a possibilidade de ampliar para os eventos promovidos pela Prefeitura Municipal.
Estimular a participação de integrantes dos grupos de dança de roda na equipe para implementação da lei 10.639/03 na rede municipal de ensino.
A proposta estará vinculada à Sec. Municipal de Educação e Cultura através da coordenação de cultura afro-brasileira.
A elaboração desta proposta contou com a participação dos grupos e lideranças comunitárias de afro-descendentes. Com a participação afetiva da representante comunitária do povoado Sitio Alto, uma comunidade possivelmente remanescente quilombola (em estudo para reconhecimento oficial), da monitora do grupo de dança de coco da feirinha da adolescente, da integrante do grupo de dança de roda do Alto da Caraíbas e do professor de capoeira do projeto RECA(Reconstruindo o Espaço da Criança e do Adolescente) organização não governamental em parceria com a Prefeitura Municipal e uma criança negra de cada escola de ensino fundamental completo.
As principais beneficiadas com essa proposta são as crianças e os adolescentes que fazem parte das escolas da rede municipal de ensino, pois, vão receber um reforço da sua cultura e identidade afro-descendente e com a adesão a um dos grupos de dança levando-os ao reconhecimento sócio -cultural.
Esta proposta será de grande relevância para a promoção da identidade cultural negra no município, pois, a partir da divulgação da cultura e dos grupos afro-descendentes com a Dança de Roda as crianças e adolescentes negro(as) sentem-se fortalecidos e reconhecidos em seus valores culturais, levando-os(as) a gostarem e se entusiasmarem com o que fazem.
Essa política ampliará a valorização da dança de roda pelos gestores municipais, diminuindo os entraves para a implementação da Lei 10. 639/03. Desse modo, contribuirá para eliminar os vestígios de racismo que insistem em se manter.
Uma política de relevância à medida que o seu instrumento é a arte, a qual possibilita a formação e a transformação social, elevando o nível de consciência crítica e organizativa dos envolvidos nos grupos culturais e dos que são por eles contagiados.
As crianças e adolescentes tiveram grande participação na elaboração dessa política, durante as reuniões do grupo de mobilização, durante as quais eram ouvidas com atenção e respeito e valorização das suas idéias. E durante as visitas às escolas com relatos e sugestões.
Na Secretaria Municipal a equipe coordenadora de Cultura-Afro está muito empenhada, até porque, como já foi citado a política vai auxiliar na implementação da Lei 10.639/03. Há também um forte empenho da Secretaria Municipal de Ação Social, especialmente na divulgação da dança. No entanto, ainda não houve o envolvimento com outras instâncias gestoras municipais.
Portanto, objetivamos promover o respeito, contribuindo para a educação e auto-estima das crianças e adolescentes afro-descendentes. E inclusive facilitar a implementação da Lei 10.639/03 que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e cultura afro-brasileira”. O intuito é de que a temática sobre a história da África seja contemplada no cotidiano escolar, além de institucionalizar que o “calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da consciência Negra’”.
As escolas da rede municipal que trabalham com projeto “Baú de Leitura”, já faz um trabalho muito interessante de combate ao racismo com a contação de história e entre elas a história “A Menina bonita do laço de fita”.


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